{"id":1451,"date":"2010-01-04T14:46:37","date_gmt":"2010-01-04T12:46:37","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.funiber.org\/pt\/?p=1451"},"modified":"2010-02-26T16:29:57","modified_gmt":"2010-02-26T14:29:57","slug":"ecos-da-cop-15-copenhague-fracassou-um-crime-climatico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.funiber.blog\/pt\/meio-ambiente\/2010\/01\/04\/ecos-da-cop-15-copenhague-fracassou-um-crime-climatico","title":{"rendered":"Ecos da COP 15: Copenhague fracassou. Um crime clim\u00e1tico"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_218\" aria-describedby=\"caption-attachment-218\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-218\" src=\"http:\/\/blogs.funiber.org\/meio-ambiente\/files\/2010\/01\/05009285_400.jpg\" alt=\"Ativistas do mundo todo foram \u00e0s ruas exigindo um acordo clim\u00e1tico. Foto AP\/DW\" width=\"200\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-218\" class=\"wp-caption-text\">Ativistas do mundo todo foram \u00e0s ruas exigindo um acordo clim\u00e1tico. Foto AP\/DW<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cA cidade de Copenhague foi palco de um crime clim\u00e1tico, com os homens e mulheres culpados fugindo para o aeroporto com vergonha\u201d. As palavras de Kumi Naiodoo, diretor internacional do Greenpeace, resume a profunda frustra\u00e7\u00e3o com a Confer\u00eancia do Clima.<\/p>\n<p>\u201cFracasso, fracasso e fracasso\u201d. Foram as palavras que mais se ouviram ao t\u00e9rmino da Confer\u00eancia do Clima em Copenhague. Um desrespeito com o mundo afirmaram as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, sobretudo as ambientalistas.<\/p>\n<p><!--more-->Considerada a maior reuni\u00e3o diplom\u00e1tica da hist\u00f3ria, a 15\u00aa Confer\u00eancia do Clima (COP-15), frustrou as enormes expectativas que se depositaram sobre ela. Os denominados \u201cl\u00edderes mundiais\u201d foram incapazes de chegar a um acordo m\u00ednimo. O encontro terminou com um rascunho considerado \u201ccovarde\u201d pelas organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas.<\/p>\n<p>O texto n\u00e3o prev\u00ea metas obrigat\u00f3rias de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de CO2 at\u00e9 2020 e ainda amea\u00e7a a exist\u00eancia do j\u00e1 superado Protocolo de Kyoto. O documento \u00e9 vago. Prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o de 50% das emiss\u00f5es de CO2 em 2050, por\u00e9m n\u00e3o fixa meta para 2020 \u2013 o objetivo m\u00ednimo cogitado por todos antes do inicio da C\u00fapula. Ao mesmo tempo n\u00e3o detalha os mecanismos financeiros, n\u00e3o prev\u00ea acordo sobre a verifica\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es ambientais em pa\u00edses em desenvolvimento e n\u00e3o tem for\u00e7a de lei vinculante.<\/p>\n<p>\u201cMarchamos em Berlim e o muro caiu. Marchamos pela \u00c1frica do Sul e o apartheid caiu. Marchamos em Copenhague \u2013 e vamos conseguir um Acordo pra Valer\u201d. O otimismo de Desmond Tutu n\u00e3o se confirmou.<\/p>\n<p>Confirmou-se o desfecho j\u00e1 anunciado na Conjuntura da Semana que postamos h\u00e1 um m\u00eas. Na oportunidade destac\u00e1vamos que um dos eventos mais aguardado do ano estava fadado ao fracasso em fun\u00e7\u00e3o da pouca vontade demonstrada pelos pa\u00edses mais ricos \u2013 nos pa\u00edses ricos vive 20% da popula\u00e7\u00e3o mundial, mas eles respondem por 60% das emiss\u00f5es industriais desde 1990 \u2013, sobretudo dos EUA, que em fun\u00e7\u00e3o de sua conjuntura interna foi para a Confer\u00eancia com uma proposta t\u00edmida. Associado a tibieza dos americanos, viu-se muita ret\u00f3rica da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e a costumeira intransig\u00eancia chinesa.<\/p>\n<p>Outro problema cr\u00f4nico da Confer\u00eancia: o processo burocr\u00e1tico e complicado de negocia\u00e7\u00e3o, que exigia o consenso de 192 pa\u00edses. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) reconhece a necessidade de uma ampla reforma em seus processos de decis\u00e3o com vistas ao pr\u00f3ximo encontro sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Havia uma agenda de consenso sobre os pontos a serem enfrentados na Confer\u00eancia: 1) a necessidade de se estabelecer metas de emiss\u00e3o de CO2 \u2013 a refer\u00eancia, aceita por todos de que a temperatura do planeta n\u00e3o pode subir mais do que 2 graus Celsius at\u00e9 o final desse s\u00e9culo; 2) defini\u00e7\u00e3o de mecanismos de aux\u00edlio e prote\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses mais vulner\u00e1veis aos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como transfer\u00eancia de tecnologias, para facilitar o acesso pelos pa\u00edses em desenvolvimento de tecnologias de baixa emiss\u00e3o e; 3) regras de financiamento \u2013 o Fundo do clima \u2013, de como os pa\u00edses ricos, principais respons\u00e1veis pelo aquecimento atual ajudariam os pa\u00edses pobres a descarbonizarem sua economia \u2013 aqui inclu\u00eda-se o debate do REDD. Por\u00e9m, tudo ficou na estaca zero.<\/p>\n<p>Copenhague mais parecia uma torre de Babel. Nada foi acordado e tudo foi postergado. As chances agora de uma nova tentativa de acordo se voltam para a Cidade do M\u00e9xico em 2010.<\/p>\n<p>Nada garante que no pr\u00f3ximo encontro se chegue a um acordo. O hist\u00f3rico de negocia\u00e7\u00f5es n\u00e3o aponta para essa perspectiva. A aus\u00eancia de um compromisso m\u00ednimo faz aumentar o n\u00famero daqueles que j\u00e1 consideram o enfrentamento a causa clim\u00e1tica, uma causa perdida.<\/p>\n<p>O chefe da Unidade de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas do Centro de Pesquisa da Comiss\u00e3o Europeia, Rank Raes, est\u00e1 entre aqueles que t\u00eam d\u00favidas que um acordo freie o avan\u00e7o do desastre que se projeta. Segundo ele, nem mais o limite dos 2 graus Celsius \u00e9 poss\u00edvel: \u201cSeria bonito. Eu colocaria 10 assinaturas, n\u00e3o uma. Uma pena que seja irrealista: os dois graus s\u00e3o um objetivo que n\u00e3o est\u00e1 mais ao nosso alcance. Dizer isso \u00e9 um ato de honestidade. Assim como \u00e9 um ato de honestidade dizer que, se n\u00e3o nos mexermos logo, se n\u00e3o fecharmos em poucos anos a torneira dos gases do efeito estufa, n\u00e3o conseguiremos nem parar em tr\u00eas graus\u201d.<\/p>\n<p>A possibilidade real de um aquecimento superior a dois graus Celsius seria devastador. Os cen\u00e1rios acima desse limite considerado suport\u00e1vel prev\u00eaem uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica na face da Terra:<\/p>\n<p><strong>Dois graus Celsius:<\/strong> As ondas de calor que atingiram a Europa em 2003, deixando milhares de mortos, voltar\u00e3o a acontecer, todos os anos. O sudeste da Inglaterra vai se acostumar com temperaturas de 40 graus Celsius no ver\u00e3o. Partes da Floresta Amaz\u00f4nica come\u00e7am a se transformar num deserto, enquanto o aumento de CO2 na atmosfera vai promover a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos, tornando improv\u00e1vel a sobreviv\u00eancia de recifes de corais e milhares de formas de vida marinha. Mais de 60 milh\u00f5es de pessoas, a maioria na \u00c1frica, sofrer\u00e3o com aumento de casos de mal\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas graus Celsius:<\/strong> Um cen\u00e1rio cada vez mais prov\u00e1vel. Com tal eleva\u00e7\u00e3o, o aquecimento global se torna incontrol\u00e1vel, fazendo com que esfor\u00e7os para mitiga\u00e7\u00e3o passem a ser invi\u00e1veis. Milh\u00f5es de quil\u00f4metros da Floresta Amaz\u00f4nica ser\u00e3o queimados, liberando carbono das \u00e1rvores e do solo, incrementando o aquecimento, talvez at\u00e9 em 1,5 grau Celsius. Desertos v\u00e3o avan\u00e7ar no sul da \u00c1frica, na Austr\u00e1lia e no oeste dos EUA. Bilh\u00f5es de pessoas ser\u00e3o for\u00e7adas a abandonar suas terras, em busca de \u00e1gua e alimento. Na \u00c1frica e no Mediterr\u00e2neo, a oferta de \u00e1gua vai diminuir entre 30% e 50%. No Reino Unido, secas no ver\u00e3o ser\u00e3o seguidas por enchentes no inverno. A eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar vai causar o desaparecimento de pa\u00edses-ilha, e tamb\u00e9m de lugares como Nova York, Fl\u00f3rida e Londres.<\/p>\n<p><strong>Quatro graus Celsius:<\/strong> Cen\u00e1rio poss\u00edvel, com um acordo fraco. Nesse est\u00e1gio, o permafrost (solo congelado) do \u00c1rtico se torna grande amea\u00e7a. Metano e carbono aprisionados no solo ser\u00e3o liberados na atmosfera. Ainda no \u00c1rtico, a cobertura de gelo desaparecer\u00e1, causando a extin\u00e7\u00e3o do urso polar e outras esp\u00e9cies nativas. Na Ant\u00e1rtica, o degelo vai se acelerar, incrementando a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, fazendo com que diversas ilhas fiquem submersas. It\u00e1lia, Espanha, Gr\u00e9cia e Turquia podem virar desertos. A regi\u00e3o central da Europa passa a ter temperaturas m\u00e9dias de 50 graus Celsius no ver\u00e3o, t\u00edpicas de desertos.<\/p>\n<p><strong>Cinco graus Celsius e al\u00e9m:<\/strong> Um pesadelo altamente improv\u00e1vel. Com um aumento m\u00e9dio de cinco graus, as temperaturas na Terra v\u00e3o ficar t\u00e3o quentes quanto \u00e0quelas de 50 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. No \u00c1rtico, as temperaturas subir\u00e3o bem mais do que a m\u00e9dia global \u2014 acima de 20 graus Celsius \u2014, significando que a regi\u00e3o ficar\u00e1 sem gelo o ano inteiro. A maior parte das regi\u00f5es tropicais, subtropicais e mesmo as regi\u00f5es de latitudes m\u00e9dia se tornar\u00e3o inabit\u00e1veis por causa do calor. A eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos mar far\u00e1 com que a maioria das cidades costeiras do planeta tenha que ser abandonada. A popula\u00e7\u00e3o humana ser\u00e1 drasticamente reduzida.<\/p>\n<p>Corrobora esse cen\u00e1rio, recente estudo que afirma que o aquecimento global pode ser maior que o esperado.<\/p>\n<p>\u00c9 a possibilidade desses \u00faltimos cen\u00e1rios que faz com que Leonardo Boff afirme que rumamos para o desastre. Segundo ele, \u201ca humanidade penetrou numa zona de treva e de horror. Estamos indo ao encontro do desastre. Anos de prepara\u00e7\u00e3o, dez dias de discuss\u00e3o, a presen\u00e7a dos principais l\u00edderes pol\u00edticos do mundo n\u00e3o foram suficientes para espancar a treva mediante um acordo consensuado de redu\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa que impedisse chegar a dois graus Celsius. Ultrapassado esse n\u00edvel e beirando os tr\u00eas graus, o clima n\u00e3o seria mais control\u00e1vel e estar\u00edamos entregues \u00e0 l\u00f3gica do caos destrutivo, amea\u00e7ando a biodiversidade e dizimando milh\u00f5es e milh\u00f5es de pessoas.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00f5es de Copenhague<\/strong><\/p>\n<p>Na an\u00e1lise de Boff, Copenhague nos ensina duas li\u00e7\u00f5es: \u201cA primeira \u00e9 a consci\u00eancia coletiva de que o aquecimento \u00e9 um fato irrevers\u00edvel, do qual todos somos respons\u00e1veis, mas principalmente os pa\u00edses ricos. E que agora somos tamb\u00e9m respons\u00e1veis, cada um em sua medida, do controle do aquecimento para que n\u00e3o seja catastr\u00f3fico para a natureza e para a humanidade. A consci\u00eancia da humanidade nunca mais ser\u00e1 a mesma depois de Copenhague. Se houve essa consci\u00eancia coletiva, por que n\u00e3o se chegou a nenhum consenso acerca das medidas de controle das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?\u201d<\/p>\n<p>Aqui surge a segunda li\u00e7\u00e3o, diz Boff: \u201cO grande vil\u00e3o \u00e9 o sistema do capital com sua correspondente cultura consumista. Enquanto mantivermos o sistema capitalista mundialmente articulado ser\u00e1 imposs\u00edvel um consenso que coloque no centro a vida, a humanidade e a Terra e se tomar medidas para preserv\u00e1-las. Para ele centralidade possui o lucro, a acumula\u00e7\u00e3o privada e o aumento de poder de competi\u00e7\u00e3o. H\u00e1 muito tempo que distorceu a natureza da economia como t\u00e9cnica e arte de produ\u00e7\u00e3o dos bens necess\u00e1rios \u00e0 vida. Ele a transformou numa brutal t\u00e9cnica de cria\u00e7\u00e3o de riqueza por si mesma sem qualquer outra considera\u00e7\u00e3o. Essa riqueza nem sequer \u00e9 para ser desfrutada mas para produzir mais riqueza ainda, numa l\u00f3gica obsessiva e sem freios\u201d.<\/p>\n<p>O ambientalista Henrique Cortez, na mesma trilha de Boff, destaca que Copenhague fracassou e continuar\u00e1 fracassando porque \u201cningu\u00e9m colocou em debate o atual modelo de desenvolvimento, predat\u00f3rio por defini\u00e7\u00e3o. Sem esta discuss\u00e3o, continuaremos discutindo como tratar c\u00e2ncer com placebo\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto mantivermos o sistema capitalista mundialmente articulado ser\u00e1 imposs\u00edvel um consenso que coloque no centro a vida, a humanidade e a Terra e se tomar medidas para preserv\u00e1-las&#8221;, diz Boff.\u00a0 O capitalismo com sua ideologia liberal, assim como certa leitura dogm\u00e1tica do marxismo repousam sobre a no\u00e7\u00e3o de um progresso infinito e que repetem exaustivamente o mantra do crescimento. Essas correntes trabalham com a id\u00e9ia de que os\u00a0 recursos naturais do planeta s\u00e3o finitos e que o modelo econ\u00f4mico baseado na produ\u00e7\u00e3o e no consumo infinito. Esse pensamento tornou-se anacr\u00f4nico, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Estudos comprovam que a pegada ecol\u00f3gica \u2013 o impacto do consumo sobre o planeta est\u00e1 muito forte. A pegada usa como unidade o hectare global, que, como o hectare normal, tem 10 mil metros quadrados, mas mede a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de recursos naturais de toda a superf\u00edcie terrestre \u2013 o que inclui \u00e1reas de cultivo, florestas, rios e mares, mas n\u00e3o desertos e geleiras.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a ONG americana Global Footprint Network divulgou um \u00edndice atualizado com a pegada ecol\u00f3gica do Brasil e de outros 150 pa\u00edses, baseado em dados das Na\u00e7\u00f5es Unidas de 2006. De acordo com ele, cada brasileiro tem uma pegada de 2,25 hectares globais, ou seja, a produ\u00e7\u00e3o de tudo o que consome precisa de 22,5 mil metros quadrados. A m\u00e9dia brasileira \u00e9 um pouco menor que a mundial, segundo a qual cada pessoa na Terra consome 2,6 hectares globais por ano. Mas, e a\u00ed est\u00e1 o problema, a Global Footprint calcula que o total dispon\u00edvel de \u00e1rea produtiva no mundo, a chamada biocapacidade, \u00e9 de apenas 1,8 hectare global por pessoa. Al\u00e9m disso, a biocapacidade vem diminuindo \u2013 seja pelo aumento da popula\u00e7\u00e3o ou pela degrada\u00e7\u00e3o de solos e mares.<\/p>\n<p>Isso significa que os 6,6 bilh\u00f5es de habitantes do mundo consomem juntos quase 1,5 planeta Terra por ano, com base nos dados de 2006. Ou seja: a popula\u00e7\u00e3o hoje usa em 1 ano recursos que o planeta s\u00f3 consegue repor em 18 meses. No relat\u00f3rio de 2008, baseado em dados da ONU de 2003, a humanidade consumia 1,3 planeta.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como se o mundo fosse uma caixa d\u2019\u00e1gua que \u00e9 abastecida por uma torneira e fornece \u00e1gua por outra, mas a quantidade de \u00e1gua que sai \u00e9 muito maior do que a que entra\u201d, compara o coordenador do Programa de Educa\u00e7\u00e3o para Sociedades Sustent\u00e1veis da entidade ambientalista WWF-Brasil, Irineu Tamaio. \u201cPor enquanto, a caixa ainda tem \u00e1gua, mas muito em breve ficar\u00e1 vazia. N\u00f3s j\u00e1 estamos roubando recursos das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Apenas dez pa\u00edses s\u00e3o respons\u00e1veis por 50% da pegada ecol\u00f3gica mundial, e o Brasil est\u00e1 entre eles. No topo da tabela est\u00e3o Emirados \u00c1rabes e Qatar. \u201cOs dois s\u00e3o grandes exportadores de petr\u00f3leo por um lado e, por outro, importam praticamente tudo o que consomem, porque tem uma \u00e1rea pequena e pouco produtiva para dar conta do seu consumo interno\u201d, explica a diretora de Estrat\u00e9gias da Global Footprint, Jennifer Mitchell. Isso faz com que cada morador desses pa\u00edses tenha pegadas ecol\u00f3gicas pr\u00f3ximas de 10 hectares globais. \u201c\u00c9 diferente dos Estados Unidos, que t\u00eam uma das maiores biocapacidades do mundo, mas pegada muito alta por causa da mentalidade consumista da sociedade.\u201d<\/p>\n<p>A pegada dos EUA supera em mais de tr\u00eas vezes a m\u00e9dia mundial: \u00e9 de 9,4 hectares globais (ou mais de 11 Maracan\u00e3s) per capita. Assim, se toda a popula\u00e7\u00e3o do mundo tivesse os h\u00e1bitos de consumo dos americanos, seriam necess\u00e1rios 5 planetas para manter seu estilo de vida e os recursos naturais provavelmente se esgotariam em menos de 20 anos. Jennifer ressalta que, com os mesmos padr\u00f5es de conforto e bem-estar, os europeus conseguiram atingir uma pegada ecol\u00f3gica de 5 hectares globais per capita, a metade da americana. Cada um pode medir a sua pegada ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>A crise clim\u00e1tica e o fracasso em Copenhague anunciam que precisamos de um novo paradigma civilizacional porque o atual chegou ao seu fim e exauriu suas possibilidades. Necessitamos agora de uma outra economia, um outro estilo de vida, uma outra civiliza\u00e7\u00e3o, outras rela\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p><em><strong><a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=28618\">IHU On-line<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA cidade de Copenhague foi palco de um crime clim\u00e1tico, com os homens e mulheres culpados fugindo para o aeroporto com vergonha\u201d. As palavras de Kumi Naiodoo, diretor internacional do Greenpeace, resume a profunda frustra\u00e7\u00e3o com a Confer\u00eancia do Clima. \u201cFracasso, fracasso e fracasso\u201d. 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